
Rei persa (486-465 a. C.) filho e sucessor de Dario I, por designação do pai, apesar de não ser o primogênito, notabilizado por suas campanhas durante a segunda guerra contra as cidades gregas, principalmente nas derrotas contra Salamina, Platéia e Micale, provocando o início da decadência do império persa aquemênida, em conseqüência dos graves erros táticos que cometeu. Após assumir o trono empreendeu a pacificação do Egito e em seguida sufocou as revoltas na Babilônia. A fim de vingar-se da derrota de seu pai para os gregos na batalha de Maratona (490), cruzou o estreito de Helesponto em pontes feitas de embarcações, construiu um canal através da a península de Atos para passagem da frota e conseguiu derrotar Leônidas no desfiladeiro das Termópilas. Saqueou a Ática e arrasou os santuários da acrópole ateniense, porém com a frota grega reorganizada foi derrotado no estreito compreendido entre a Ática e a ilha de Salamina. Recuou para a Ásia, mas deixou na Grécia duas unidades de seu exército, sob o comando do primo Mardônio. Este também foi derrotado e morto na batalha de Platéia (479). As tropas persas puseram-se em fuga acelerando a vitória total dos gregos e fazendo com que o monarca abandonasse suas ambições militares. Nos últimos anos de reinado dedicou-se à construção de palácios e monumentos que contribuíram para o embelezamento de Persépolis. Erigiu seu próprio palácio, em tudo semelhante ao de Dario, e um misterioso edifício chamado Harém pelos arqueólogos, composto de uma série de aposentos idênticos e sucessivos, que se acredita tenha servido para guardar os tesouros do império. Ocupou-se ainda com diversas questões religiosas, e se acredita que impôs o zoroastrismo. Foi assassinado em Persépolis juntamente com seu primogênito e sucedido no trono por outro seu filho, Artaxerxes I.
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